Universidades trabalham na concepção da Rede Mineira
Publicado: 17/10/2017 13:03
Divulgação Unimontes Divulgação Unimontes

O Estado deverá contar, em breve, com a Rede Mineira de Políticas Públicas, Território e Cidadania, com o objetivo de integrar a produção científica dos programas de pós-graduação e dos grupos de pesquisa de universidades, entre as quais a Unimontes. O projeto de criação foi apresentado ao reitor, professor João dos Reis Canela, durante reunião na manhã desta segunda-feira (16/10), com a equipe de docentes e pesquisadores que trabalham na elaboração da proposta.

A iniciativa conta com o suporte da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes). Em linhas gerais, o planejamento é de aplicar a produção acadêmica junto aos órgãos executores de políticas públicas associando as áreas de “Ciência”, “Tecnologia” e “Sociedade”.

O professor Casimiro Balsa é da Universidade Nova de Lisboa (Portugal) e atua como docente visitante nos cursos de mestrado e doutorado em Desenvolvimento Social e no mestrado em Geografia da Unimontes. Ele é o coordenador dos trabalhos de elaboração da Rede e, conforme explica, o formato está em discussão, diante da viabilidade de financiamento pelas agências de fomento.

A proposta inicial envolve sete instituições associadas, com vigência de três anos e possibilidade de prorrogação. Dentre as ações previstas, a implantação de laboratórios, unificação da base de dados, portal eletrônico, realização de simpósios e convênios com parceiros estratégicos locais.

O reitor da Unimontes adiantou que até a primeira quinzena de novembro, a Universidade deverá receber a visita da direção executiva da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) para a apresentação da proposta de implantação da Rede Mineira de Políticas Públicas.

“A criação de uma rede neste formato é uma ação extremamente consistente, especialmente diante de indicadores bem satisfatórios sobre os avanços da pós-graduação da Unimontes”, observou o reitor João Canela. Ele lembra que, na avaliação quadrienal mais recente da Capes, de 16 programas de Pós-graduação Stricto sensu a Universidade Estadual de Montes Claros que foram avaliados, sete alcançaram notas acima de 4, considerados bons e muitos bons e o programa da área de Ciências da Saúde foi o melhor avaliado, com conceito 6, de “Excelência Nacional e Internacional”. Outros cinco mestrados mantiveram o conceito 3.

Nesta semana, a instituição formalizará proposição à Capes para a possibilidade de oferta de mais cinco cursos de pós-graduação Stricto sensu nas áreas de Educação e Enfermagem (mestrados), Biotecnologia, Cuidados Primários em Saúde e Letras (doutorados).

A professora Luciene Rodrigues, do Departamento de Economia, ressaltou que o trabalho em rede das universidades é parâmetro em avaliações internacionais e, no caso específico do Brasil, a Capes segue as plataformas com estas concepções em rede. 

Chefe do Departamento de Geociências, o professor Marcos Esdras Leite ressaltou que a rede, quando implantada, terá um impacto considerável no campo político como provocação para o campo social. Por sua vez, o pró-reitor adjunto de Pesquisa e diretor da Editora Unimontes, professor Antonio Dimas Cardoso, lembrou que há quinze anos, a Universidade é conveniada como o Centro Interdisciplinar em Ciências Sociais, da Universidade Nova de Lisboa, em interface com a pesquisa, na produção de estudos nas áreas de Sociologia, Geografia e Demografia.

O professor Geraldo Antônio dos Reis, diretor do Centro de Educação Profissional e Tecnológica (CEPT) e a professora Maria de Fátima Matos Maia, coordenadora de pós-graduação Stricto sensu da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, também participaram da reunião.